Hoje acordei pensando sobre as coisas da vida, o que sempre quis e busquei, o que conquistei, as escolhas que eu fiz, o que abri mão….
Então percebi que uma frase que li no orkut faz bastante sentido: “O que você pensa, é o que você se torna”.
Isso ficou bem subliminar em mim, sendo que quando via minha peteca do humor cair usava a frase como mantra para ficar mais alegrinha. Na verdade, quando você pensa, sem acreditar na coisa de verdade, não funciona…
E hoje, me pequei pensando no ano que passou.
Eu me dei conta de verdade, que eu não tenho porque reclamar e ficar lamentando sobre a vida e a cidade de São Paulo, querendo ou não eu nasci aqui, eu conheço razoavelmente a cidade, nunca fui roubada de maneira violenta, nunca tive problemas ou senti medo sobre humano (não que isso me faça ser menos neurótica e desconfiada andando na rua do que qualquer outro paulistano).
Eu conheci várias cidades do mundo e em todas elas eu reconhecia ou achava uma caracterista típica da minha cidade. Se não fosse a arquitetura, era as pessoas ou a comida. Em Roma e Barcelona, me senti como no centro da cidade; em São Francisco, me senti na Berinni; no Alaska e em Vancouver, me senti no meu bairro; no Peru, comi comida igual a de casa; no Ushuaia, festejei com meus amigos até cansar e andei a pé pela madrugada; em Toulouse descobri que os doces e quiches que como por aqui são tão bons quanto os franceses e que as pessoas são mais simpáticas e atenciosas do que se pensa.
Em suma, nós vamos conquistar o mundo, don’t you know, don’t know?! hehehe
O Brasil é tão variado, tão mesclado, principalmente aqui nas regiões sulistas ( sudeste, centro-oeste e sul), que não nos damos conta disso, achamos que algo comum e que lá fora será tudo diferente, mas não é… A não ser que você vá ao oriente ou aos E.U.A. E mesmo assim, pode saber que encontrará alguma coisa que te lembre daqui…
Como sou Paulista vou falar sobre meu estado e o que tenho de base quando viajei e sobre isso, São Paulo foi comigo sempre constante em todos lugares e isso fazia com que eu tivesse sempre a impressão de estar em casa, não importa-se onde.
Lembro da forte impressão que eu tinha de estar em um bairro que eu nunca visitei de São Paulo principalmente em Roma, que eu adorei e quero voltar para ver mais dela.
Os romanos, se parecem muito com nós paulistanos. Andam na rua sem olhar pro lados, sempre na deles, comem PF no almoço e tomam um cafézinho depois, gostam de um bom papo, tem orgulho de sua cidade apesar de reclamar dela o tempo todo, tem vergonha do presidente…
E deixam a cidade poluidinha….
A diferença era as ruas serem MUITO extreitas, o rio ser despoluído e com o leito rebaixado e o sistema de transporte funcionar, apesar dos atrasos… E o fato de, hã… Não ter gente feia? Sério! Os feios ficam feios arrumadinhos, então não tem como falar que são tão feios como o pessoal daqui….
Com isso em mente, a diferença de uma Roma para uma Barcelona ou Dubrovnik era a língua, as pessoas e um pouco da arquitetura… De resto era meio que a mesma coisa. São cidades grandes com seu mel e fel… Com seus habitantes bem arrumados e organização meio caótica, labirintos que só quem mora conhece, batedores de carteira, gente mal educada e entardecer encantadores…
Todo lugar que você vá e passa a viver por certo tempo vai cansar e quando você for embora por um longo tempo, vai sentir falta… No final, só se ve o lado bom, o lado ruim você esquece… E isso é ótimo!
Então com o lado bom dessa jornada eu despertei para ver, que meu ano foi MUITO bom! Melhor que que eu pensava ou esperava! Em 7 meses vi, vivi e realizei vários sonhos tudo de uma vez, de uma maneira, que só com o tempo se saboreia e voltei para o lugar de partida para começar de novo do zero mas com um olhar e habilidade de decisão mais sagaz do que eu pensava. Voltei sabendo o que eu queria, não somente o que eu NÃO queria… O não é uma palavra que o cérebro não processa bem, por tanto, evite-o…
O que aconteceu foi que eu terminei a volta completa de um cíclo e como todo final, foi, está sendo, difícil…
Você vê o final, mas não vê o começo, mas eles está lá, tenha certeza!
Começo e fim tem margens confusas, mescladas. É preciso se perder para se achar…
E agora, estou me achando, finalmente! Ainda é estranho e receoso… Mas uma verdadeira delícia.
São Paulo, te aceito! De verdade, mesmo com seus defeitos. Ainda quero outros ares, outros sabores… Mas sei que minha problemática é mais nuclear… Já que encontro em ti algum consolo, tão bom quanto suas irmãs me deram…
Bom! Gostei de ler esse seu texto… fase de amadurecimento! Belíssimo último parágrafo. Resume tudo!
beijos saudosos