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Acabei de ver o filme “Na Natureza Selvagem” e me pregunto por quê demorei tanto para ver?
Esse filme é exatamente o que eu sempre quis fazer, referente a viagem e seu significado! Assim, como o próprio Alex diz : A experiência só é válida quando dividida. Ou seja, a conclusão, talvez tardia (não li o livro, ainda…) é o que eu sempre busquei para explicar o “por que não, faze-la sozinha?”
Deixa eu esclarecer as idéias soltas: o filme é a estória veridíca de um récem-formado na faculdade, de família abasta que decide tomar um rumo diferente do convencional e planejado (não, não é o Primeira Noite de um Homem…). Ele então doa todo dinheiro que juntou para caridade, arruma a mochila no carro velho e pé na estrada. Sem aviso, sem contatos e com o mínimo de dinheiro possível. Ele anda por várias estradas, montanhas, praias, rios, vegetações até que vai parar no Alaska, viver no meio da natureza, sozinho por 4 meses, até que é encontrado morto no “onibus mágico”.
Apesar de ser trágico e aparentemente estúpido ou arrogância da parte de Chris McCandless, o cara conseguiu fazer algo que poucos ou ninguém tem coragem de fazer. A coragem de viver a sua vida como você gostaria de viver, fazer o que quer fazer, enfim ser feliz de verdade, não a felicidade que todos somos convencidos de ser a verdadeira e melhor. é claro que à pessoas mais acomodadas, que preferem a fama, sucesso e dinheiro, ter sua estabilidade; mas num determinado momento da vida, a maioria vai se questionar se é isso mesmo que quer e perceber tardiamente, que queria muita coisa diferente do que tem.
No meu caso, eu sempre soube que queria viajar sem rumo, de mochila

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Acabei de voltar da exposição mais esperada (e surpresa agradável do meu retorno da França): Henri Cartier-Bresson, um fotógrafo! Para quem ainda não teve a oportunidade de ver, vá! Até dia 20 no Sesc Pinheiros (Paes Leme, 165).
Esse é um dos meus fotógrafos favoritos, juntamente com seu grande amigo e co-fundador da Magnum Robert Capa e da maravilhosa (e também fã do Bresson) Annie Leibovitz (do qual existe um documentário nas Blockbusters/Americanas). Antes mesmo de me aprofundar na fotografia já conhecia e adorava o trabalho dele e quando estava em Toulousse, sul da França, estava tendo uma grande exposição do trabalho dele em Paris, norte da França… Claro que não fui… (Europa pode “quebrar sua perna”, mesmo que você ganhe em dólares…).
Ao voltar ao Brasil, reconheci uma das fotos que mais gosto dele na capa da Bravo e decidi comprar, fora o ano da França esse 2009 e, minha agradável supresa foi uma reportagem muito bem ilustrada e de boas 4 páginas  falando do seu trabalho e exposição. Desde a abertura, eu estava querendo ir e fui hoje.
Um coleção muita bem escolhida e feita pelas duas organizações (o Sesc e a Fundação Henri Cartier-Bresson), com a direito a uma brochura de luxo com as fotos mais significantes e alguns textos interessantes, em qualidade fotográfica!
Pena, que ao ler a brochura, descobri que eles fizeram alguns eventos e saída fotográficas, mas não tem problema, já que a impressão ficou, assim como algumas idéias.
A partir do ano que vem, na medida do possível, irei colocar fotos referentes à alguns posts, numa espécie de fotojornalismo pessoal, já que a idéia original deste blog sempre fora de falar, dar dicas e mostrar um pouco das minhas percepções sobre o mundo que eu estava, estou e vou caminhar.
A primeira “vítima” (que é uma idéia embrionária do texto, já que sou uma pessoal muito visual), é a Avenida Santo Amaro.  Irei re-analizar e editar propriamente os textos do mare incognitum, recorrer ao meu arquivo (irrisório..) pessoal e colocar algumas foto dos lugares em que estive. Na próxima viagem me lembrarei desse detalhe para postagem….

Também preciso ver como esse insert de foto funciona…

Mas de qualquer forma, estou bem cheia de idéiazinhas que preciso por em prática agora! Antes que desbandem… E… aproveitar o marasmo do fim do ano…

Eu tenho a maravilhosa mania de me lembrar (muita das vezes com detalhes!) de coisas inúteis, não tão importantes e que normalmente não vai me acrescentar em nada na minha vida. Principalmente a profissional…
Estava pensando sobre isso agora pouco, já que depois de quase dois meses que recebi meu “cheque-desemprego” fui correr átras disso. E todo santo dia não esqueço de entrar no maldito Facebook para fuçar…
Me pergunte alguma matéria da faculdade : pode saber que eu vou responder a mesma coisa que responderia para outra pessoa diferente… Mas pergunta sobre minhas “farras” na 2001 e Saraiva e pode ter certeza que tenho uma noite inteira de contos, não tão interressantes assim….
Sei que não sou a única pessoa no mundo que tem esse hábito, que é bem mais comum e normal do que se pensa. Eu estava tentando lembrar de nomes de amigos do tempo de colégio e de antigos “amores” e não me lembrava de metade dos nomes… Dos atores dos filmes que eu vi e qual filmes cada um fez, assim como uma pequena resenha de cada película, pode perguntar que (modéstia a parte) EU VOU SABER.
Reparo nesse detalhe mental desde quando eu estava na 2001 (videolocadora daqui de São Paulo, com um acervo bem considerável e eu sabia de cabeça o que tinha ou não em DVD…), onde meu conhecimento no meu trabalho, relativamente fácil, era bem grande e meu conhecimento e memória para trabalhos à entregar na faculdade eram bem esparsos.
Vide agora mesmo em que abri uma aba para procurar a grafia certa para uma palavra e comecei a ver fotos de amigos no Facebook…
Sou uma contradição em pessoa; prego tanto que odeio a internet (e vivo bem sem ela, de verdade) quando, na verdade, a banalidade da “matação de tempo” como algo BEM lucrativo, a um botão virtual, me faz ter esse impulsos de cultura inútil alimentados até a exaltão que normalmente findam ao final da madrugada quando eu lembro qual era meu objetivo real… Talvez o real motivo de minha mania, seja minha precária (para não dizer total falta de) atenção…
Por isso que gosto de escrever em blog (quando não fujo do assunto em outra abinha…). Aqui na minha configuração a página abrange toda a tela e não tem frufrus, bem simples e sem graça mesmo! Então escrevo sem parar até ter todo o assunto posto em pauta. Só não sei se é uma pauta coerente e coesa…. Sei que tenho HORROR a dissertação quadradinha, do tipo que se faz para o maldito vestibular…. Quando era tempo das dissertações livres no colégio me esbaldava e já encontrei textos bem interessantes escritos precocemente, assim como poemas sem métrica. Tenho personalidade subversiva, principalmente à esteriótipos artísticos/músicais…
Como diz Seinfield (não, não acho graça dele) ” uma série sobre o nada”. No meu caso um post meio que inútil sobre cultura inútil. Inútil com conteúdo!;)

Na minha opinião São Paulo se resume na Avenida Santo Amaro.  Sei que há muitas outras avenidas na cidade com maior importância, charme e renome, mas nenhuma é tão eclética como a Santo Amaro.
Não é só porque vivo, convivo e quase nunca saia de suas vias para ir à qualquer lugar na cidade. Mas, por ela se vê a essência dessa cidade.
Ela começa no atual bairro comercial/boêmio da cidade Itaim e cruza a Zona Sul, que de tão grande pode-se considerar uma cidade dentro da cidade, já que termina no bairro de mesmo nome (o que ultimamente é o meio da Zona Sul).
Nela, todos os dias vão e vêm ônibus raramente vazios e carros raramente com mais de um passageiro. Alguns ciclistas se arriscam, sendo quase pegos pelos ônibus e motoqueiros desvairados. Pedestres sempre apressados cheios de sacolas, ou bolsas agarradas ao corpo e mochilas que seriam melhor aproveitadas numa viagem de 5 dias…
Tem todos os serviços comerciais possíveis, clubes de campo ora bem conceituados, agências de quase todos os bancos existentes no país, academias, faculdades enfim, tudo!
Andando agora à pouco me achei com um sorriso nos lábios após alugar filmes “cabeça” nas Americanas, que já fora Blockbuster e tomar um café na charmosa Kopenhangen com uma dona que é a caixa muito simpática. Ali na Alexandre Dumas, que no último ano tem hospedados vários achados.
O motivo de meu sorriso fora motivado pelo calor de um bom café, bons filmes (e quitutes que agora aprecio com um bom vinho tinto), noite tranquila e fresca (sim, a Santo Amaro AINDA consegue ser silenciosa) e o espírito brasileiro evocado por um animado grupo de pagodeiros num bar em frente a elitizada Bio Ritmo.
Eu não gosto desse estilo músical, mas ver as pessoas simples se divertindo após uma semana de trabalho, cantando e dançando alegremente me fez pensar no que é ser brasileiro.
Essa raça que não sabe muito bem se definir, não tem uma “cara”, de sotaques e costumes tão diversos e que em São Paulo se encontra nesse caldeirão doido que é hoje em dia.
Não é mais a São Paulo glamourosa de antes, o centro está envadido por drogados e vandalos que decidem assaltar as mesmas pessoas que lhe foram acolhedoras e  os que mais os aceitam na sociedade. Atiram covardemente pessoas encolhidas de dor no chão, por covárdia e falta de idéias.
Ou a São Paulo das oportunidades e da garôa, que agora se vê mergulhada no caos a cada chuva e que faz com que seus filhos queiram sair dela a todo custo, uns para o interior, outros para o exterior.
Em Santo Amaro se vê tudo isso.
Aqui perto da minha casa, um trecho dela se alaga quase sempre, fazendo o trânsito já caótico pela chuva, infernal.. No cruzamento com a Vicente Rao, já pressenciou vários assaltos e assassinatos. Casas de massagens, que todo mundo sabe para o que realmente servem…  Várias agências de emprego e viagem.
Mas nela, ainda resiste, ainda grita o passado e a alegria dessa cidade de amor e ódio… Há antigos habitantes que frequentam as simpáticas “pracinhas” com estórias do tempo do Bonde, pessoas que cantam seus males (e desamores..), há boas pizzarias, excelentes bares e supermercados que ficam abertos a noite inteira, mesmo após vários assaltos, para o deleite de boêmios e notivagos.
E assim segue sua via, cheia de faróis mas que leva aos mais afastados e caros bairros da cidade, que a menos de um quarteirão, se pode apreciar o cheiro de pinhos molhados e o silêncio de um bairro trânquilo. Tem seu ‘bagulho maravilha’, o Borba Gato. E, por conta da única herança boa da ‘gozadora’ Suplicy (o corredor de onibus), leva seus frequentadores/moradores de um canto a outro numa média de 20 minutos.

Será que não estou numa situação confortável de reclamar da vida em vez de me obrigar a viver?
Conversei sobre isso com minhas amigas e uma concordou comigo enquanto a outra me deixou aliviada que o esquecimento de certas coisas, que achamos importantes, não é só caracteristica das “frustadas”, que mesmo quem tem uma mente mais aberta e não tão conflituosa também a tem!
Ela não se lembra do começo do namoro atual e quase nada do passado. Tinha comentado antes com a outra, que estava extremamente frustada por não se lembrar de algumas coisas (e eu lembrar mais que ela), que a mente humana é mais sensacional que nos pensamos que é.  E que o fato de esquecermos algumas coisas, é porque não são importantes.
Ao que a outra, concordou comigo.  Então o esquecimento e a frustação por essas coisas não é só nossa…. Ufa…

Resolvi então publicar um texto que achei que tinha publicado aqui. Ele é sobre uma experiência que eu tive quando estava em Barcelona, logo após sair da intensa vida de navio.

Barcelona, Espanha
4 de Agosto, 2009
9:48 am

Hoje finalmente vou a Toulousse (França). Paguei 10,10 Euros para ir até Cérbere na divisa com a França e de lá, pegar o trem para Toulousse ou alguma cidade que me leve à Toulousse..
Estou um pouco temorosa à grana que vou gastar, mas consegui trocar dólar perto da estação o que me deixou mais tranquila.
Ontem foi um dia excelente, que acabou muito bem (podia ser ainda melhor, mas como sou tonta…).

Fui num bar de tapas que tinha ido com a Vrush, minha ex- gerente do Brillance, comer alguma coisa. Na espera (estava disputado às dez da noite), conheci um americano professor de arte chamado Frank e por solidariedade (na verdade, interesse de ter um bonitão na minha mesa) ofereci para ele jantar comigo e foi um agradável jantar.
Ele é muito gente boa e artista, tivemos uma conversa deliciosa sobre arte e história.
Deve ter namorada, porque sendo legal, gato e inteligente é um desperdício ficar por ai, só… A não ser, que seja um galinha.. Enfim, dei meu facebook e e-mail, se ele não se entendiou ou me achou um pé no saco, manda um add…
Pena que a grana era curta, senão ficava mais um dia e saía com ele.
Ele volta para os EUA na quarta.

O que não escrevi e me lembro bem, era que ele me convidou para visitar alguns lugares da cidade com ele, como eu tinha marcado de ir para a casa do meu primo no dia seguinte e ele iria embora antes do meu retorno a cidade, fiquei no “e se..” Me passava várias coisas na cabeça enquanto jantavamos e como a noite acabaria… Mas nada do que pensei aconteceu e eu fui covarde de não chama-lo para prolongar a noite num bar ou balada, que tem de monte perto de onde estavamos,  para não dizer que a cidade é muito conhecida por sua vida noturna.

Aquela poderia ser a noite que eu provaria para mim mesma que eu sou um zero no quesito relacionar com o sexo oposto, mas me provou que sou capaz de ter uma conversa casual com um cara que me interesse, que sei intreter, ser agradável. E como uma amiga me disse, talvez se tornou especial pelo fato de não ter acontecido nada mais.  Sem beijos ou sem corpos suados numa noite quente de verão (não que eu não quisesse…)
Ele não me adicionou ou mandou e-mail, deveria ter alguém o esperando em casa.  Ele tinha ido para o casamento de um amigo em Madrid e resolveu conhecer a cidade que nunca tinha conseguido ir.
Foi uma lição de alto conhecimento muito valiosa que eu acabo me esquecendo, mas que pensando bem, ainda não pus em prática desde então. Não sai a noite muitas vezes desde que voltei da Europa, apesar que os chopes estarem bem decorrentes, mas ninguém que me chamasse a atenção. Precisamos de um sopro de vida para nos acordar para a vida, nos mostrar que temos sangue quente nas veias e que nós mulheres, somos os seres mais graciosos que existe, porque além da graça, nós pensamos e reagimos.
Me senti tão confortável em mim mesma e numa situação que sempre pensei em passar: com um cara bonito, empunhando uma taça de tinto, sorrindo naturalmente, dividindo garfadas e opiniões… Parece como um trecho de filme na minha cabeça. My own private sunrise…

A um tempo escuto essas festas rolando no meu bairro e que me intrigam por terem uma seleção musical muito boa e ir até umas 3 da manhã…

Se soubesse dirigir já tinha dado uma zanzada, em todo caso venho aqui dizer que irei começar uma investigação sobre isso…

Ontem fui ver o filme catastrofe-mas -com fundo-de-verdade, 2012…
Queria só ver o que iriam falar sobre a teoria Maia e como a coisa funcionaria na visão catástrofe… Não é ruim… E tinha visto um documentário que a Discovery fez sobre a temática do filme, então me animei, sem contar que fui com uma amiga e paguei meia… 😛

O moral da estória é aquela que todos nós sabemos e foi o que eu achei mais interessante e realista: se o mundo acabar, todos se fodem, menos os podres de ricos e os políticos FDPs…. O resto e por pura altruidade de “outsiders” e nerds que deram a sorte de serem ouvidos….

Mas voltando o assunto a algo bem mundano (e que eu entendo bem), eu me lembrei que estamos no fim, do ano…
Sim senhoras e senhores, balanço anual, brigas familiares, crianças mimadas, revelações bombásticas, ahhh chegou o Natal!
E para quem não sabe, a pior época do ano na minha opinião….
Esse ano não tenho muito do que reclamar, vou passar o ano muito melhor, mais redondo e fechado do que outros. Viajei para os lugares onde sempre quis ir e outros que nunca pensei que iria; aprendi uma nova profissão, que  parece ser a que vai me “sustentar”;  aprendi novas línguas (apesar de ainda assassinar o italiano e meu espanhol estar bem catalão…).
Mas, como sempre, há um porém… O ser humano é um ser eternamente em mutação, e eternamente, descontente.  Não fujo a regra…
Há um quê de inquietação e, ao mesmo tempo, inércia. Eu estou respirando, acordando, passando o dia e indo dormir depois das duas da manhã, isso quando não tenho dificuldade para dormir…
Quero ir, mas não quero ficar longe; quero ir, mas não quero ficar o tempo todo trabalhando sem ter tempo de apreciar o dia, principalmente a noite; quero ir, mas quero alguém; quero ficar, mas só se for nos meus termos; quero ficar mas só se eu poder ter meu desapego, ou morar sozinha.
Como diria o poema “É um contentamento descontente”, vou levando a vida. Mas como sempre, dou uma sorte na vida que até eu desacredito às vezes, ultimamente essa sorte que eu achava perdida. Eis que ela reaparece para dizer “olá, a vida não é inútil de todo e o ano não acabou…”
Recebi uma oferta de trabalho, nos meus termos, na minha área. E lá irei eu realiza-lo, ganhar uma graninha, fazer minha clientela e aumentar meu portfólio.

Sempre me coloco nessas cruzadas, onde não sei se vou ou se fico e me arrisco. Então, dessa vez, percebo que penso: “para que pensar no futuro, deixar de viver o presente e ficar me lamentando que o tempo não passa e quando ele passa, lamentando que ele passou e não fiz nada?”
Essa será minha meta esse ano: seguir o fluxo da vida, naturalmente, não forçadamente ou fazendo mile metas que me levam a caminhos que não dão certo ou que me arrependo depois… Esse ano aprendi, que quando você se deixa levar pela vida (de maneira responsável, claro), ela te leva para lugares e situações que você nunca imaginou que passaria ou veria. De bom à ruim, a experiência é muito mais válida, rica e saborosa do que se você tivesse premeditado.
Deixe a vida acontecer ela vai te presentiar com a maturidade, que só com suas pernas, olhos, narinas, sorrisos, lágrimas no escuro e solidão verdadeira, te dariam em valores tão fortes.